26 de fevereiro de 2008

Eu venho tentando enxergar a beleza disso tudo. As árvores, as ruas, os prédios e o sinal: vermelho. Fico olhando assim com a vontade enorme de que a beleza da simplicidade consiga entrar em mim e que me faça crédula. Não sei direito quando eu parei de acreditar, mas acho que já faz bastante tempo. Quando foi que eu passei a ver tudo opaco e sem graça?
Escrever não tem mais o gosto que tinha antes. Agora é água: insípida, incolor e inodora. É completamente banal, como acender um cigarro ou ir ao banheiro.
As linhas que ritmavam minha vida, agora não consigo mais lê-las. Tudo se mistura: sopa de letrinhas. Dá até vertigem e vontade de vomitar.
É como um carrossel que, quando criança, era o melhor brinquedo do parque e que agora está velho, sem cor e caindo aos pedaços.
Ou podem ser os olhos que perderam a capacidade de ver as cores da vida.

3 comentários:

Vertov Rox. disse...

existem cores, existe até alegria...
existe tudo o que agente quiser neste primeiro de abril.

Três.Um disse...

Preciso de poemas.
Preciso de palavras.
Quando voltas a escrever??

TV de Plasma disse...

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