15 de junho de 2010

Go on.

Como, coração, se o amor é tão maior do que nós - te dizer que o que enxergas não é nada para o inteiro? Tu nunca entendeste mesmo. Nunca conseguiste olhar o mundo com a mesma fome. Nunca enxergaste que a compreensão do todo é maldição - e também dádiva.
Encolhi-me aos teus pés e chorei por tudo o que existiu entre nós e tu não enxergaste - olhando para a janela dessa casa sem paredes. Estampado nesse seu rosto lindo a sua incapacidade de entender dos tantos infinitos que cabem dentro de uma insônia. Continuaria viva no amanhã do qual agora te escrevo: mas, minha flor, o meu estar viva agora não diz nada sobre as mil vezes que morri desde que tu foste embora.
Mas não tem nada não. Vou te esperar. E se olhares com a devida atenção enxergarás que minh'alma mudou com as marcas das lágrimas que não cheguei a chorar. Ah, essas mudanças das multiplicações dos pedaços do meu coração. E você não enxerga. Nunca enxerga.
Mas não tem
mais nada não.

2 comentários:

Luciana Donadeli disse...

Como lhe disse, li-me em tuas palavras. E nada poderia ser mais verdadeiro dentro de mim. Não sei se lhe agradeço por traduzir-me ou lhe culpa por lembrar-me de tudo que tanto me dói. Mas obrigada! por mesmo despedaçada permanecer ao meu lado e podermos juntas observar as lágrimas que rolam sem molhar nada.

Guilherme Navarro disse...

"Vou te esperar". A força dessa frase me causa medo.