9 de março de 2010

O Passado:

 

"Ninguém se separa, Rímini. As pessoas se abandonam. Essa é a verdade, a verdade verdadeira. O amor pode até ser recíproco, mas o fim do amor não, nunca. Os siameses se separam. Mas não se separam, tampouco: porque sozinhos não conseguem. Um terceiro precisa separá-los: um cirurgião, que corta pelo meio o órgão ou o membro ou a membrana que os une com um bisturi e derrama sangue e na maioria das vezes, diga-se de passagem, mata, mata um deles, pelo menos, e condena o outro, o sobrevivente, a uma espécie de luto eterno, porque a parte do corpo pela qual estava unido ao outro fica sensibilizada e dói, dói sempre, e se encarrega de lembrá-lo, sempre, de que não está nem nunca vai estar completo, que isso que lhe tiraram nunca mais poderá ter de novo."

4 comentários:

Christiano Scheiner disse...

um textos mais fortes e originais sobre a triangulação amorosa, parabéns, babye, e eu que nunca penso nisso, me deliciei em lágrimas. bjs

Natália disse...

Olha as aspas! Esse trecho não é meu. Mas eu te empresto o livro se quiseres!

Luciana Donadeli disse...

Mandaria o livro `a mim também?!

Natália Pinheiro: disse...

Ó! Mas o Chris mora aqui ao lado né. E eu lembrei que não estou com esse livro. Alguma pessoa x o pegou de mim e não devolvou- pessoa x que nem leu o livro, by the way.
Mas vou comprar outro.